terça-feira, 22 de maio de 2012



             PROJETO "ALUNO LEITOR NA EJA"

O sumo prazer humano
Sente o ser que é seduzido
Não apenas pela leitura
Mas, sobretudo, pelo livro
Porque o livro é o corpo
E a leitura, o espírito...


Justificativa:

A aprendizagem significativa está ligada ao grau de interesse dos educandos, nas relações emotivas e no grau de prazer que este momento pode propiciar. O ato de ler, interpretar e a contação de histórias são instrumentos importantes na formação e aperfeiçoamento das capacidades criativas dos educandos. Afinal, quem pode ficar insensível às emoções despertadas na escuta? Quem pode negar a relevância da escrita na extrapolação das ideias e sentimentos do indivíduo?Este projeto  tem como pretensão  incentivar    o despertar artístico e o gosto literário dos alunos além de  proporcionar momentos de interação e  de pura “sedução literária” . Ele também  abordará   a importância da biblioteca no ambiente escolar a serviço do educando leitor.
O PROJETO “ALUNO LEITOR NA EJA”  envolverá um trabalho transdisciplinar entre saberes construídos nas linguagens artísticas e a pluralidade cultural.
Como educadores , acreditamos  que projetos assim são muito importantes para uma significativa  construção, valorização e interação multicultural.

APRESENTAÇÃO DO PROJETO ( 21/05/2012 ):
 . Dramatização do CONTO “FLOR,TELEFONE,MOÇA” de  Carlos D. de Andrade;
 Obs: Para quem não conhece o lado soturno de um dos maiores escritores nacionais , confira a leitura abaixo : ( o texto foi adaptado para dramatização).Extraído do livro "CONTOS DE APRENDIZ", de Carlos Drummond de Andrade, 1951. Editora Record, 22ªedição, Rio de Janeiro.


FLOR, TELEFONE, MOÇA
Era uma moça que morava na Rua Gerenal Polidoro,perto do Cemitério São João Batista no RJ.  Quem mora por ali, queira ou não queira, tem de tomar conhecimento da morte. Toda hora está passando enterro, e a gente acaba por se interessar. Não é tão empolgante como casamentos ou carruagem de rei, mas sempre merece ser olhado. A moça, naturalmente, gostava mais de ver passar enterro do que não ver nada. E se fosse ficar triste diante de tanto corpo desfilando, havia de estar bem arranjada. Mas por preguiça ou pela curiosidade dos enterros, sei lá por que deu para andar em São João Batista, comtemplando túmulo. Coitada!
De tarde costumava passear – ou melhor, "deslizar" pelo cemitério, mergulhada em cisma.. Olhava uma inscrição, ou não olhava, descobria uma figura de anjinho,  comparava as covas ricas às covas pobres, fazia cálculos de idade dos defuntos... E foi assim, uma tarde, que ela apanhou a flor...  Uma flor qualquer. Margarida, por exemplo. Ou cravo. Apanhou com esse gesto vago e maquinal que a gente tem diante de um pé de flor. Apanha, leva ao nariz ,depois amassa a flor, joga para um canto. Nào se pensa mais nisso.Se a moça jogou a margarida no chão do cemitério ou no chão da rua, quando voltou para casa, também ignoro.  O certo é que já tinha voltado, estava em casa bem quietinha havia poucos minutos, quando o telefone tocou, ela atendeu.
– Aloooô...
– Quede a flor que você tirou de minha sepultura?

A voz era longínqua, pausada, surda. Mas a moça riu. E, meio sem compreender:
– O quê?
Desligou. Voltou para o quarto, para as suas obrigações. Cinco minutos depois, o telefone chamava de novo.
– Alô.
– Quede a flor que você tirou de minha sepultura?
Cinco minutos dão para a pessoa mais sem imaginação sustentar um trote. A moça riu de novo, mas preparada.
– Está aqui comigo, vem buscar.
No mesmo tom lento, severo, triste, a voz respondeu:
– Quero a flor que você me furtou. Me dá minha florzinha.
Era homem, era mulher? Tão distante, a voz fazia-se entender, mas não se identificava. A moça topou a conversa:
– Vem buscar, estou te dizendo.
– Você bem sabe que eu não posso buscar coisa nenhuma, minha filha. Quero minha flor, você tem obrigação de devolver.
– Mas quem está falando aí?
– Me dá minha flor, eu estou te suplicando.
– Diga o nome, senão eu não dou.
– Me dá minha flor, você não precisa dela e eu preciso. Quero minha flor, que nasceu na minha sepultura.
O trote era estúpido, não variava, e moça, enjoando logo, desligou. Naquele dia não houve mais nada.
Mas no outro dia houve. À mesma hora o telefone tocou. A moça, inocente, foi atender.
– Alô!
– Quede a flor...
Não ouviu mais. Jogou o fone no gancho, nervosa. Mas que brincadeira é essa! Irritada voltou aos seus afazeres. Não demorou muito, o telefone tocou  outra vez...
– ALÔ!

– Quede a flor que você tirou de minha sepultura?

– Essa é fraquinha. Não sabe de outra?
– Você tem que dar conta de minha flor, retrucou a voz de queixa. Pra que foi mexer logo na minha cova? Você tem tudo no mundo, eu, pobre de mim, já acabei. Me faz muita falta aquela flor.
Irritadíssima, a moça  desligou. Mas, voltando ao quarto, já não ia só. Levava consigo a ideia daquela flor, ou antes, a ideia daquela pessoa idiota que a vira arrancar uma flor no cemitério, e agora a aborrecia pelo telefone. Quem poderia ser? Não se lembrava de ter visto nenhum conhecido. Certamente se tratava de voz disfarçada, mas tão bem que não se podia saber ao certo se de homem ou de mulher. Esquisito, uma voz fria. E vinha de longe, como de interurbano. Parecia vir de mais longe ainda... Você está vendo que a moça começou a ter medo.E aquela  noite ela custou a dormir. E daí por diante é que não dormiu mesmo nada.Sempre a mesma hora o telefone tocava...
– Alô.
– Quede a flor que você tirou de minha sepultura?
A voz não ameaçava, só implorava. No quinto ou sexto dia, ouviu firme a ladainha da voz e depois passou-lhe um sermão...
– Alô.
– Quede a flor que você tirou de minha sepultura?
- Olha aqui , seu desocupado! Deixe de ser imbecil e acabe com essa marmota senão irei tomar as minhas providências...
A providência consistiu em avisar  o pai.
O telefone tocou novamente e ...
– Alô!
– Quede a flor  da minha sepultura?
- Ora, seu  infeliz! Vá bater uma enxada ou lavar uma trouxa de roupa e  deixe minha filha em paz !
Pelo telefone, o pai  disse as últimas à voz suplicante. Estava convencido de que se tratava de algum engraçado absolutamente sem graça...Mas xingamentos não adiantavam! Era preciso usar o cérebro...  Indagar, apurar na vizinhança, vigiar os telefones públicos, perguntar a todo mundo... Infelizmente, nada adiantou! Como descobrir então? Claro que a moça deixou de atender telefone. Não falava mais nem com as amigas. ..Isso durante quinze dias, um mês...sei lá. O pai  não queria escândalos, mas teve de queixar-se à polícia.
– Mas é a tranquilidade de um lar que eu venho pedir ao senhor! É o sossego de minha filha, de minha casa. Serei obrigado a me privar de telefone?
Ou a polícia estava muito ocupada em prender trombadinha, ou investigações telefônicas não eram sua especialidade – o fato é que não se apurou nada...
E a voz sempre mendigando a flor...
– Alô.
– Quede a flor  da minha sepultura?
E a moça a cada dia que passava ia  perdendo o apetite e a coragem. Andava pálida, sem ânimo para sair à rua . Quem disse que ela queria mais ver enterro passando? Sentia-se miserável, escravizada a uma voz, a uma flor, a um vago defunto que nem sequer conhecia. Porque nem mesmo se lembrava da cova de onde arrancara aquela maldita flor. Se ao menos soubesse...O pai resolveu então ir ao cemitério com a filha e colocar flores nas sepulturas...Mas a "voz" não se deixou consolar ou subornar.
– Alô...
– Quede a flor  da minha sepultura?
Nenhuma outra flor lhe convinha senão aquela, miúda, amarrotada, esquecida, que ficara rolando no pó e já não existia mais. As outras vinham de outra terra, não brotaram de seu estrume .Flores, missas, espiritismo ... o que será   que adiantaria?
O pai jogou a última cartada.. Descobriu uma mãe de santo  fortíssima, a quem expôs longamente o caso, e pediu-lhe que estabelecesse contato com a alma  desencarnada . Compareceu a inúmeras sessões, mas os poderes sobrenaturais se recusaram a cooperar. E a voz continuou, surda, infeliz, metódica...
– Alô.
– Quede a flor  da minha sepultura?
Se era mesmo de vivo seria de alguém que houvesse perdido toda noção de misericórdia; e se era de morto, como julgar, como vencer os mortos? De qualquer modo, havia no apelo uma tristeza úmida, uma infelicidade tamanha que fazia esquecer o seu sentido cruel, e refletir: até a maldade pode ser triste...
– Alô.
– Quede a flor  da minha sepultura?
Não era possível compreender mais do que isso. Alguém pede insistentemente uma certa flor, e esta flor não existe mais para lhe ser dada...
– AlôôôÔÔ.
– Quede a flor  da minha sepultura?
 Foi demais para a pobre moça...  E a voz?  A  voz... nunca mais pediu...
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
sapinhos23CONFIRA ABAIXO A FICHA TÉCNICA DA DRAMATIZAÇÃO :

Personagens :

ALMA PENADA - Mirian ( Vice-diretora)
MOÇA - Maria ( Agente de Informática )
PAI DA MOÇA - Geraldo ( Porteiro "faz tudo" )
MÃE DE SANTO - Daniela ( Aux. de Secretaria)
POLÍCIA - Magno ( Guarda Municipal)
FIGURANTES ( "Hora do cortejo fúnebre" ): Sara , Mateus e Marcela .
CONTRA-REGRA : Eliane ( Aux. de Biblioteca)
NARRAÇÃO ,SONOPLASTIA E DIREÇÃO DA PEÇA : Cristina ( Coordenadora )

ALGUNS MOMENTOS DO EVENTO:

Mirian, Maria, Cristina, Eliane, Geraldo e Daniela felizes com o sucesso do Projeto...


Mirian  e Maria ( "Alma Penada"  e a" Moça ") em clima de amizade...(?)rsrsrs

Mirian, Magno, Maria e Daniela fazendo pose...


Detalhes do cenário...




Claudia Sanches ( professora da EJA afastada temporariamente da EMRCV a serviço da SMED) : Convidada especial !
 


Figurante 1 : Sara








                                  Figurante 2 : Mateus




Figurante 3 : Marcela
.Cartão entregue aos alunos como lembrança :


                       Emoticon EngraçadoEm breve teremos mais...
















sábado, 19 de maio de 2012


PROJETO "FAZENDO ARTE NA EJA"

arcoiris02 

APRESENTAÇÃO :
Os Parâmetros Curriculares Nacionais enfatizam o ensino e a aprendizagem de conteúdos que colaboram para o aperfeiçoamento do cidadão, buscando que o aluno adquira um conhecimento com o qual saiba situar a produção de arte. Para a seleção e a organização de conteúdos gerais de arte foram estabelecidos critérios, que procuram promover a formação artística e estética do aluno e a sua participação na sociedade.

Assim, os conteúdos gerais do ensino de Arte são:

• a arte como expressão e comunicação dos indivíduos;
• elementos básicos das linguagens artísticas, modos de articulação formal, técnicas, materiais e procedimentos na criação em arte;
• produtores de arte: vidas, épocas e produtos em conexões;
• diversidade das formas de arte e concepções estéticas da cultura regional, nacional e internacional: produções e suas histórias;
• a arte na sociedade, considerando os artistas, os pensadores da arte, outros profissionais, as produções e suas formas de documentação, preservação e divulgação em diferentes culturas e momentos históricos.

JUSTIFICATIVA :
A corporeidade, em congruência com a linguagem, instaura-se  como um caminho privilegiado para a criação artística . Nesta perspectiva, a criação se funda na técnica como um saber próprio, constituído no diálogo manifestado pela memória na linguagem, que é a corporeidade. Ao trazer essa visão, pretendemos trazer a corporeidade como o lugar onde se condensa, na substância material, a substância mais sensível do homem, portanto torna-se pertinente pensar sua importância como fonte de manifestação do humano.
Com relação aos conteúdos, orienta-se o ensino da área de modo que acolha a diversidade do repertório cultural que o aluno traz para a escola e trabalhe com os produtos  da comunidade em que a escola está inserida .
O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar.
Produzir refere-se ao fazer artístico (como expressão, construção, representação) e ao conjunto de informações a ele relacionadas, no âmbito do fazer do aluno e do desenvolvimento de seu percurso de criação. O ato de produzir realiza-se por meio da experimentação e uso das linguagens artísticas.
Apreciar  refere-se   ao  âmbito  da  recepção, incluindo  percepção,  decodificação,
interpretação, fruição de arte e do universo a ela relacionado. A ação de apreciar abrange a produção artística do aluno e a de seus colegas, a produção histórico-social em sua diversidade, a identificação de qualidades estéticas e significados artísticos no cotidiano, nas mídias, na indústria cultural, nas  práticas populares, no  meio ambiente.
Contextualizar é situar o conhecimento do próprio trabalho artístico, dos colegas e da arte como produto social e histórico, o que desvela a existência de múltiplas culturas e subjetividades.

 
OBJETIVOS :

• Desenvolvimento de atitudes de autoconfiança e autocrítica nas tomadas de decisões em relação às produções pessoais.
• Valorização das diferentes formas de manifestações artísticas como meio de acesso e compreensão das diversas culturas além da capacidade lúdica, da flexibilidade, do espírito de investigação e de crítica como aspectos importantes da experiência artística.
• Interesse e respeito pela própria produção, dos colegas e de outras pessoas.
• Disponibilidade para realizar produções artísticas, expressando e comunicando ideias, valorizando sentimentos e percepções.
• Reconhecimento da importância de frequentar instituições culturais onde obras artísticas sejam apresentadas.
• Desenvolvimento de critérios de gosto pessoal, baseados em informações, para selecionar produções artísticas e questionar a estereotipia massificada do gosto.
• Flexibilidade para compartilhar experiências artísticas e estéticas e manifestação de opiniões, ideias e preferências sobre a arte.
• Reconhecimento dos obstáculos e desacertos como aspectos integrantes do processo criador pessoal.
• Atenção ao direito de liberdade de expressão e preservação da própria cultura.
  
DESENVOLVIMENTO/ CULMINÂNCIA:

Sabe-se da importância dos valores, normas e atitudes a serem aprendidos, e que, explicitando a consciência sobre eles, amplia-se a área de ação da escola. Tais conteúdos não devem se tornar conteúdos de controle ideológico ou comportamental no ambiente escolar. Ao contrário, são conteúdos e temas ligados à postura do aluno em relação a questões sociais, relações intersubjetivas na aprendizagem, primordialmente ligados aos sentimentos humanos que, articulados aos conceitos e demais conteúdos da área de Arte, humanizam as ações de aprender.

. Realização de oficinas, dinâmicas, apresentações artísticas ( modalidades diversas) e excursões.


A criatividade aplica-se em todas as ações da educação, pois o ato de ensinar é perceber o todo, é enxergar de uma forma global, criativa e criadora. Temos que mudar a forma como aprendemos e a forma como agimos. Como educadores é importante levarmos em consideração o ato de criar e de cuidar, como princípio na humanização do ser humano, afinal  "o direito de aprender é como o direito a vida" (DEMO: 2005, p. 62).







REFERÊNCIAS:

.DEMO P. A educação do futuro e o futuro da educação. 2005.
                 .
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
.GOOGLE


Confira abaixo algumas atividades  desenvolvidas com os alunos até o momento :

. Mosaico ( turmas 5 e 6 / Concluintes ):











. Colagem (  turmas 8 e 10/ Alfabetização) :

Coordenadora Cristina e professora Pollyanna pesquisando arte...



Professora Adriana e Professora Graça exaltando  arte ...








PARABÉNS  ARTISTAS DA EJA !
















domingo, 13 de maio de 2012










Cara vice-diretora,

        Tudo que vivemos tem o seu significado e a sua razão para ter acontecido.Cada dia é mais um passo na longa caminhada da vida. E viver intensamente cada dia, aproveitando cada momento para aprender e evoluir não é apenas uma dádiva, é uma obrigação de todos nós.
        Sendo assim, desejamos que este seu aniversário seja repleto de alegrias e realizações. Conte conosco sempre, pois estaremos ao seu lado, torcendo muito para que tudo se concretize da melhor maneira possível. Tenha certeza da força que existe em você  e certamente , você como ninguém,  sabe a pessoa especial que é. Parabéns pela sua competência! Parabéns pela sua lealdade! Parabéns pela sua integridade! Parabéns por ser simplesmente... você!

          São os sinceros votos de toda equipe da EJA :

            Coordenação,professores, funcionários e alunos.


13/05/2012




"Somos donos de nossos atos, mas não somos donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em pleno voo."

(Rubem Alves).




Alguns momentos da homenagem...Confira abaixo :

Galera animada  da EJA..

                                          Mirian acompanhando os votos da coordenadora Cristina...




                                                                  Homenagem de uma aluna ...



                                                           Discurso da aniversariante...



Hora do presente...

                                          

 
 VIVA O CRUZEIRO !


Cumprimentos finais...


E aquele abraço!


Feliz aniversário, Sra. Mirian Peron!



  














                                                    Sucesso hoje e sempre!













sexta-feira, 11 de maio de 2012

A EJA da EMRCV através dessa singela homenagem quer desejar a todas as mães uma vida repleta de muita saúde, harmonia, perseverança e paz !


 Segue abaixo alguns recadinhos de professores,  alunos e funcionários da EJA  para suas queridas progenitoras. Confira :

"Em 2011 realizei um sonho que há muito queria... Fiz uma homenagem para minha mãe  através de uma canção. Em 2012 resolvi  homenageá-la com algumas  poucas palavras, mas com o coração transbordando de carinho... Mãe, você  é assim: TALENTOSA em tudo que faz; PACIENTE; AMOROSA;  GUERREIRA nas lutas e por isso VENCEDORA ; BATALHADORA, enfim, um EXEMPLO a seguir. Obrigada mãe, minha eterna amiga e meu referencial na vida...Te amo muito!"
De :  Pollyanna Luiz ( Professora )
Para : Mary

"Quando se trata de mim , pra você não existe o impossível...Afinal, você transforma impossibilidades em realidade. Obrigada por ser tão presente em minha vida! Te amo muito!"
De: Eliane Ferreira ( Auxiliar de Biblioteca )
Para : Serafina Teixeira

"Mãe, você significa AMOR! Você é especial, é tudo pra mim. É pedra preciosa , é flor no meu jardim. Agradeço a você pela vida e por me fazer feliz!Um abraço."
De: Alunos da sala 8 ( Construção coletiva/ Etapa de Alfabetização 1)

 

"Mãe, parabéns pelo seu dia! Que Deus te dê muita saúde e paz! Obrigada por me deixar nascer!
De: Mariney Marques ( sala 10- Etapa de Alfabetização 2)
Para : Hilda Barbosa

"Mãe, você é a pessoa mais importante na minha vida, a que me gerou nove meses em seu ventre e me deu a luz! Me mostrou o que é certo e errado...Por isso quero que Deus lhe abençoe . A senhora é o ponto firme da minha vida. Te amo muito!"
De: Paulo Alves ( sala 10- Etapa de Alfabetização 2 )
Para : Matilde

"Mamãe, como eu gostaria que a senhora estivesse aqui para  me dar um abraço bem forte e assim eu poder te desejar um feliz dia das mães! Mas foi a vontade de Deus levar a senhora para ficar juntinho dele. A senhora partiu deixando muitas saudades e amizades!"
De: Geralda Izabel ( sala 10- Etapa Alfabetização 2)
Para : Eva Aniceta

"Mãe, você é um exemplo de fé e esperança, que me dá muita força e coragem para vencer na vida! Feliz Dia das Mães!"
De: Daiane Pereira ( Estagiária da EJA )
Para : Marilda Nascimento

"Mãe, se um dia a senhora olhar para trás e ver que não te sigo é porque cresci. Olhe para frente e verás que estarei te esperando para dizer que a amo e que nunca te abandonarei."
De: Gerson Junio ( sala 5 - Etapa de Concluintes )
Para : Sebastiana

"Querida mamãe, é com muito carinho que pego nessa caneta para lhe escrever um recado ... Para lhe falar das coisas boas que acontecem nas nossa vidas , como por exemplo, nossas longas conversas em frente ou não da televisão...Como é bom podermos dar tanta risadas juntos! Feliz Dia das Mães!"
De: Ercilânio Alves ( sala 5 - Etapa de Concluintes )
Para : Romilda Alves

"Oi, mãe. Como sinto saudades daquele tempo de criança quando a gente saía pra passear, pra buscar roupa para lavar... E eu ficava olhando para aquele rosto tão triste , cansado e preocupado com o que iríamos comer. Seus filhos cresceram.Alguns guardaram mágoas e outros não. Foi tanto sofrimento, não é mesmo? Mas Deus te honrou com filhos maravilhosos que reconhecem a mãe heroína, guerreira, virtuosa, linda , sábia e que, acima de tudo,  te amam demais!"
De: Rita de Cássia Jerônimo ( sala 5 - Etapa de Concluintes )
Para: Geralda Ramiro


"Obrigada por você existir. Seu amor e sua dedicação são exemplos pra mim. Você me entende mesmo quando não consigo encontrar as palavras..."
De : Maria Aparecida ( Agente de Informática )
Para : Maria Antônia da Silva

"Mãe, te amo muito! A senhora é uma mãe exemplar! Peço muito a Deus que ilumine para sempre os teus caminhos e  sua vida. Quanto aos seus erros, não importa. Afinal, todo mundo erra e é com os nossos erros que nós aprendemos. Se hoje eu sou um bom pai  é porque tive uma boa educação. Valeu a pena as palmadas que tive e os puxoẽs de orelhas...Obrigado Deus, pela mãe que o senhor me deu! 
De: Douglas Paixão ( sala 6 - Etapa de Concluintes )
Para : Lourdes Paixão 


"Mãe querida, a senhora sonhou comigo, me imaginou em seus braços antes mesmo que eu existisse. E por isso, hoje, venho lhe dizer através de muita gratidão , como é especial e único o teu amor! Maravilhosa mamãe! Te amo hoje e sempre!"
De: Luzia de Fátima Silva ( sala 6 - Etapa de Concluintes )
Para : Creuza Aparecida

 
"Mãe é aquela amiga que às vezes te entende mais do que você mesmo e que está ao seu lado seja quando for ou para onde for... Até discorda em alguns aspectos de você , mas te ouve com toda atenção do mundo... Que sabe apontar e exaltar suas qualidades com pura sinceridade...Que num olhar consegue te dizer mais coisas do que muitas pessoas tentam em mil palavras....Valeu, mãe! 
De: Anne Luiza ( sala 6 - Etapa de Concluintes ) 
Para : Tânia Maria 


"Mãe, você foi escolhida por Deus, para guardar dentro de si, o dom da vida... E para cultivar, com amor, as sementes do futuro! Obrigada, mãe! "
De:     Cristina Sanches     ( Coordenadora)                    
Para : Selma

"A vida é feita de sorrisos ! A noite é feita de sonhos! Mas do que é feito a felicidade? Ela é feita de pessoas especiais... assim como você! Te amo, mãe."
De: Magno Brito ( Guarda Municipal )
Para : Conceição Brito



Obs: Infelizmente não foi possível  colocar todos os recadinhos... Porém, sintam-se todas  homenageadas e com certeza, muito amadas!


Com carinho,

Coordenação da EJA/EMRCV.




                 

quarta-feira, 2 de maio de 2012




                                                                Transa Gramatical    

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.

E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice...

De repente, o elevador para, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e para justamente no andar do substantivo.

Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisso a porta abriu repentinamente...

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.

O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


"Redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (Recife) -, que venceu um concurso interno, promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa". Esta informação foi recebida por e-mail e sua veracidade não foi comprovada.
gifs3D_MG39

Este texto foi trabalhado em Língua Portuguesa nas turmas de Concluintes da EJA.